A MULHER DE VIDRO - Conheça a história da Rose, uma vidraceira que empreendeu em um dos setores mais machistas que existem.

March 9, 2019

 

 

8 de março não é um dia de festa, é um dia de reflexão. Um dia que marca a luta constante por igualdade, por direitos mínimos.

 

Luta. Labuta. Substantivos femininos.

 

Hoje celebramos todas batalhas vencidas a custo de suor, de sangue, de vidas. Hoje, também, lembramos de todas as guerras cotidianas que ainda travamos. Porque precisamos. Hoje, ainda, enaltecemos as guerreiras do dia a dia.Nos reconhecemos nelas, nos fortalecemos com elas.

 

 

 

Hoje, a Prevent Glass não manda flores, manda recado:

Lugar de mulher é onde ela quiser!

 

 

Apresentamos a vocês, a Mulher de Vidro. Seu escudo é transparente e sua determinação, impenetrável. 

 

 

 

Ser mulher no mercado de trabalho é difícil: dupla jornada, assédio, salários menores. Lidar

com tudo isso atuando em um território majoritariamente masculino é um desafio que mal dá

pra mensurar. Aos 47 anos, ela aprendeu um novo ofício e enfrentou todos os preconceitos que

vieram junto com ele.

 

 

Hoje, você vai conhecer a história da Rose. Mulher, mãe, avó, amiga. Vidraceira, empresária, empreendedora.

 

O Celso, amigo da Rose e vidraceiro de longa data, avisou que estaria pela cidade e convidou pra um happy hour. Mas a nossa protagonista queria mais que uma cerveja, ela queria se reinventar.

 

 

A Rose estava desempregada e naquele dia, se dispôs a ajudar o amigo na execução do serviço. Ela se saiu bem, o Celso viu o potencial, ensinou e chamou para mais trabalhos. Esse foi o começo de um grande romance da vida da Rose. Com os vidros, não com o Celso. Ela aprendia muito e rápido. E quanto mais aprendia, mais queria aprender.

 

Fez um monte de cursos: vidros temperados, laminados, guarda-corpo, ABNT, finanças, empreendedorismo, gestão empresarial, UFA! Curso de voo ela não fez, não. Isso, a Rose aprendeu na prática mesmo, correndo muito e batendo as asas com força.

 

 

 

 

 

 

 

Há 3 anos, Angra dos Reis passa a ser sede da Rose Glass. E a Rose agora, já coordenava a sua própria equipe de instalação, além de tocar as vendas e o atendimento da sua empresa. Tudo ia bem. Mas, essa é a história de uma mulher. E a história de toda mulher sempre é atravessada por sexismo e preconceito.

 

 

 

 

Um dia, enquanto fazia uma medição de uma grande obra, ela ouviu seu cliente dizer à esposa que não admitiria que uma mulher executasse o trabalho e que a instalação teria que ser feita por um homem.


Esse fato a marcou profundamente.

 

Toda mulher, em algum momento da vida, já passou pelo constrangimento de ser considerada inapta apenas por ser mulher. Para a Rose, ouvir que o trabalho que ela amava não era “coisa de mulher” foi muito frustrante. Porém, como como toda boa heroína, ela aceitou o desafio. Vendedora talentosa, ela fechou o serviço.

No dia de começar a obra, a Mulher de Vidro foi até o cais receber o material necessário para o trabalho. A Rose chegando no cais, o caminhão chegando para descarregar, o barco atracado e... não coube. Foram necessárias duas viagens para transportar uma to-ne-la-da de insumos. Foi épico! Foi emocionante! Foi o sonho acontecendo ali, diante dos olhos cheios de lágrimas da nossa heroína.

 

 

 

Refeita da emoção, hora do trabalho duro. Durante uma semana, ela lutou corpo a corpo contra o vilão do preconceito, coordenou sua equipe, instalou vidros e, finalmente, entregou uma obra... prima.

 

 

O que ela diz hoje sobre esse episódio?
“A mulher sempre continuará sendo mulher, não importa o lugar que ela esteja. Seja numa cozinha, numa sala de aula, num consultório, parafusando uma ferragem de box ou instalando um envidraçamento de varanda. Nós podemos tudo, não há nada que não possamos fazer. 
É preciso luta, coragem e persistência.”

 

É o fim desse capítulo.

 

 

A história da Rose ainda está sendo escrita, por ela mesma, protagonista da sua própria vida, roteirista de sua própria história, dia após dia.

 

 

Nos inspiremos nas Roses, nas Marias, nas Joanas, nas Manoelas e em todas as heroínas invisíveis que se salvam do sexismo, do machismo, do preconceito, dos paradigmas e que, se salvando, também salvam a todas nós.

 

Luta. Coragem. Persistência. Substantivos femininos.

 

 

 

Dar flores no Dia Internacional da Mulher é muito pouco. Por isso te oferecemos a história da Rose, te oferecemos uma semente. Que o relato dela e de tantas outras mulheres floresça a tua força e a tua garra, apesar dos espinhos. Esse é nosso presente hoje.

 

 

Para todas as mulheres.

De: Prevent Glass

 

 

 

Texto de Cristiane Moura

 

Fotos arquivos pessoais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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